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Confiante, na sua passada, seguia em busca da sua melhor forma de reconhecer aquele lugar. Tentando seguir da melhor forma a sua caminhada.
Naquele lugar havia muitos quartos e portas, caminhos de saída e entrada, corredores. Tudo muito engalanado. Pequenos biblots, jarras, jarrinhas, objetos de várias formas e tamanhos. Nas paredes, nas mesas, até pelo chão. Tudo quebrando o ritmo da circulação naquele lugar.
Continuando o seu percurso para o exterior daquele local labiríntico, ao passar a porta de entrada, da de caras com uma imensidão de branco. Um manto branco, que cobria o chão e o ar. Vinha de umas árvores ali cercanas, e deambulavam ao sabor do vento. Continuando a percorrer o caminho, que ali encontrava, vê uma garagem. Uma imagem muito "vintage", inícios do século XX.
Entrando naquele espaço, vago, cheio de pós e poeiras, notória a imensidão de tempo que aquele lugar já não seria realmente visitado por ninguém. No meio de todo aquele cenário repara em uma pequena quebra, numa pequena janela, no fundo da garagem.
Aquela janela, com uma teia a cobrir o vidro, empedrado, era maravilhosamente bela, pensou ele, ao ver os raios solares que ali criavam milenares cores. E os seus reflexos, por entre aquele local empoeirado, davam um aspecto totalmente vislumbrante aquele espaço abandonado.
Por entre as poeiras acumuladas naquelas paredes, viam-se cores que pareciam fazer aquela manta de pó brilhar por aquele espaço, com a brisa que entrava por aquela quebra na pequena janela.
Pareciam tons musicais. Ao olhar de repente via-se quase uma via láctea de cores, como se de uma dança se tratasse, tal era o constante movimento.
Encostado a um canto, totalmente inerte, e por certo não tocado durante uma imensidão de décadas, encontrava-se um objecto do qual não se definia bem a forma.
Prontamente se deslocou para lá, e ao se acercar, verifica que era um pequeno monte de pequenas peças, todas encavalitadas umas nas outras. Começando a pegar na que estava no topo, desempoeira-a com a manga do casaco, e nota que era uma peça, parte de uma qualquer maquinaria antiga.
Começa a limpar uma a uma, aquela série de peças empoeiradas, dispondo-as pelo chão.
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© Rui de Oliveira Lima